OS REIS DA LUZ O INÍCIO DOS TEMPOS Pré-venda
UM PRIMEIRO CONTATO COM A HISTÓRIA

Trechos do Livro.

Palavras escolhidas para abrir as portas de Eär. Pequenos fragmentos, sem revelar os mistérios que aguardam o leitor.

01 A ORIGEM

Antes de tudo, a Luz.

Uma primeira frase. O princípio de uma história que atravessará eras.

No início existia apenas a LUZ.
OS REIS DA LUZ — O INÍCIO DOS TEMPOS

O início de Eär está nesta primeira linha. A seguir, folheie três passagens do romance, escolhidas para despertar a imaginação sem revelar os destinos de seus personagens.

02 TRECHOS DE EÄR

Abra uma página. Entre na história.

Entre nas páginas de Os Reis da Luz e descubra passagens que revelam a atmosfera, os personagens e os mistérios de Eär.

TRECHO 01 · O ENCONTRO NA ILHA DOS DRAGÕES

Diante do Pai dos Dragões

Um rei anão chega sozinho à Ilha dos Dragões em busca de respostas. Diante dele, até as criaturas mais temidas se calam.

A cabeça de Orgoron baixou-se, lenta, até ficar diante dele — ainda assim erguida muito acima de sua altura, os olhos maiores que um escudo de guerra, vermelhos como brasas sob a noite.

Quando falou, a voz não foi um rugido.

Foi algo pior: calma.

— Um rei — disse Orgoron, e a palavra pareceu rolar pela garganta antes de sair, como uma pedra que desce um poço muito fundo. — Vieste sozinho. Isso é coragem, ou é o medo que finalmente encontrou coragem para se vestir de outra coisa?

— Vim porque um rei não deveria mandar seu povo enfrentar aquilo que ele mesmo teme confrontar — respondeu Brorkan. Não gritou. Não afastou os olhos.

— E confrontas o medo, então.

— Confronto o que preciso confrontar.

Algo na voz de Orgoron mudou — não suavizou, mas se demorou, como se aquilo o divertisse de um modo antigo e cansado.

— Vieste negociar.

Não era pergunta.

— Antes, quero saber diante de quem estou.

Os olhos vermelhos permaneceram sobre Brorkan. Por um instante, Orgoron nada disse. Então ergueu lentamente a cabeça, e até os dragões prostrados ao redor pareceram encolher diante dele.

— Eu sou aquele em quem o fogo habita. Aquele cujo abrir das asas faz estremecer as águas. Sou o pai daqueles que se curvam diante de ti e a ruína dos povos que julgarem poder enfrentá-los.

A voz aprofundou-se, e o chão pareceu recebê-la antes mesmo que o ar.

— Eu sou Orgoron.

O nome veio por último. Não como apresentação, mas como sentença.

O INÍCIO DOS TEMPOS · PÁGINAS 209–210

TRECHO 02 · O DESPERTAR DOS REIS MAGNÍFICOS

A Primeira Irmandade

No Reino da Luz, Phinlor contempla os quatro Magníficos após Amänn lhes conceder a vida. Uma nova ordem está prestes a nascer.

Ao contemplá-los vivos e pulsantes diante de si, Phinlor permaneceu imóvel. Pela primeira vez compreendeu a dimensão da confiança que Amänn havia depositado em suas mãos. Tomado por uma emoção solene, ele adiantou-se e declarou perante eles:

— Hoje inicia-se uma nova ordem. Cada um de vós foi chamado para um propósito eterno. Em vossas mãos será confiada a obra de Amänn, e as Eras testemunharão aquilo que construiremos em Seu nome.

E os quatro inclinaram-se diante de Amänn e de Phinlor. E aconteceu que os céus contemplaram cinco reis servindo ao único Criador. Naquele dia nasceu a primeira irmandade da criação, e assim teve início a Primeira Era da Luz, da qual todas as eras futuras se lembrariam.

O INÍCIO DOS TEMPOS · PÁGINAS 8–9

TRECHO 03 · A GUERRA DA ESTEPE · VALE HELAR

E Nenhum dos Lados Recuou

No Vale Helar, Malfur lança seus cavaleiros contra as fileiras humanas. Antes do primeiro choque, nenhum dos dois exércitos se dispõe a ceder.

Malfur apontou para os homens que avançavam pela planície. — Veja. Não recuaram. Estão vindo em nossa direção.

O capitão voltou os olhos para as fileiras humanas.

— Leve seus Marnoks contra eles — ordenou Malfur. — Rompa a formação e espalhe suas fileiras antes que alcancem nosso exército.

O Angur apertou as rédeas. — Como ordenar, meu general.

Malfur tornou a olhar para o vale. — Avance.

O capitão lançou seu Marnok à frente. A fera disparou pela planície, e dezenas de outras partiram com ela. Sobre seus dorsos, os Angurs negros ergueram as espadas e avançaram em direção aos homens. As enormes feras golpeavam a terra com as patas, levantando poeira a cada passada, enquanto seus rugidos se espalhavam pelo Vale Helar.

Do outro lado, os homens não diminuíram o passo. Apertaram a formação, baixaram as lanças e continuaram avançando.

A distância entre as duas forças desaparecia rapidamente.

Os rugidos dos Marnoks cresceram. Os gritos dos homens responderam. A poeira ergueu-se entre os dois exércitos, envolvendo o vale em uma névoa de terra e aço.

E nenhum dos lados recuou.

O INÍCIO DOS TEMPOS · PÁGINA 178

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