O princípio primordial
No início existia apenas a LUZ. Antes das eras, dos povos e das histórias inscritas no mundo de Eär, a LUZ era o princípio primordial. Sua natureza não deve ser confundida com a luz física, com uma chama ou com uma manifestação comum de poder.
A LUZ está ligada ao fundamento da existência e à essência da Criação. Sua origem completa, sua consciência e os limites de sua natureza permanecem desconhecidos. O que se conhece dela não encerra o mistério daquilo que a LUZ é.
Amänn, Filho da LUZ
Amänn é o Filho da LUZ, O Iluminado e o Criador ligado à vida e às almas. A criação da vida verdadeira pertence somente a Amänn. Os Magníficos podem moldar a matéria, mas não criar vida ou almas; a Sombra corrompe aquilo que já existe, sem produzir vida verdadeira.
Depois do princípio da Criação, Amänn não intervém de maneira direta e ordinária em cada acontecimento da história de Eär. Sua vontade permanece fundamental, mesmo quando os povos enfrentam as consequências de suas próprias escolhas.
Phinlor e a Luz
Phinlor é o Primogênito, o Rei Supremo da Luz e o Mestre Construtor. Ele recebeu exatamente um por cento da LUZ. Essa parcela não o torna o Criador nem lhe concede autoridade para decidir, por vontade própria, a destruição definitiva de Baldorh. O destino final de Baldorh depende da vontade e da permissão de Amänn.
O Mandamento do Norte também limita a liberdade de Phinlor de entrar na terra vedada. Sua posição entre os seres da Luz não elimina as leis que regem a Criação.
Os Magníficos
Agurh, Salandirh e Zurh estão ligados, respectivamente, aos Homens, aos Elfos e aos Anões. São Reis Magníficos, figuras divinas da ordem da Luz, e não reis políticos mortais. Baldorh também pertenceu à ordem dos Magníficos antes de sua queda e de se tornar a Sombra.
Agurh não é Agorur: o Magnífico associado aos Homens e o rei mortal dos Homens são personagens distintos.
O Tecido da Luz
O Tecido da Luz é a trama invisível da existência em Eär, ligada à essência da Luz da Criação. Não é apenas um campo mágico: é algo mais fundamental, que sustenta a ordem do mundo. As essências dos Magníficos integram-se à Criação e sustentam porções do Tecido; a destruição de um deles pode provocar uma ruptura catastrófica na parte da existência ligada a ele.
Na Primeira Era, o Tecido permanece vigoroso e capaz de se recuperar. Ao longo das eras seguintes, guerras e o afastamento dos povos da Luz contribuem para seu enfraquecimento. Isso não significa que a LUZ desapareça completamente de Eär.
Béllen, Guardião do Tecido
Béllen é o Mago Supremo, Mago do Tecido e Guardião do Tecido, despertado por Amänn. Ele pode perceber, tocar e alterar parcialmente o Tecido, mas não controla a realidade de forma ilimitada. Seu cajado é um instrumento que canaliza seu trabalho, não a origem de seu poder.
Na Primeira Era, Béllen pode perceber grandes perturbações e inferir acontecimentos presentes ligados a elas. Isso não equivale a profecia, onisciência ou visão arbitrária do futuro. Nas eras posteriores, sua percepção se torna menos clara porque o próprio Tecido está danificado.
Os Adentär
Os Adentär são guardiões luminosos criados por Amänn e ligados à manutenção funcional do Tecido da Luz. Não são soldados pessoais nem servos de Béllen, embora possam receber orientação funcional. Sua existência está submetida a uma Lei inviolável.
Os limites do conhecimento
A LUZ não deve ser reduzida a uma arma, a uma técnica mágica ou a uma explicação completa de todos os mistérios de Eär. Sua natureza integral continua além do conhecimento confirmado. Este verbete reúne os princípios estabelecidos no cânone, sem preencher questões abertas com respostas inventadas.